ago 4 2010

A pior certeza

Polyanna Almeida

Inspiração: http://bit.ly/bQaYCA, http://bit.ly/chqKZF

Saudade de mim quando eu era assim (inspirações). Queria um dia ter coragem pra dizer a palavra ‘sempre’ de novo. E ter certezas boas em relação ao amor. Porque certezas eu tenho, mas não são aquelas de antes. Nesse ponto eu sou uma falsa, absurdamente falsa romântica.

Eu tenho certeza que ninguém foi feito ou é perfeito pra ninguém, as coisas acontecem, aleatoriamente, e tudo o que acontece é você quem faz. O destino nunca vai trabalhar por você. Eu tenho certeza que não existe uma pessoa só que vai te fazer feliz; mais uma vez, você mesmo pode correr atrás das oportunidades, logo, ninguém é especial, não é necessário correr atrás de ninguém. Eu tenho certeza que as pessoas podem se apaixonar por outras além de você, que isso é normal e, de alguma forma, em algum nível, é até inevitável.

Eu tenho certeza que amor não põe mesa, que é preciso ser muito mais que amigos pra fazer dar certo, que homens nunca mudam, eles sempre vão ser o que aprenderam com suas mães (que normalmente – eu disse NORMALMENTE, não se ofenda – ensinaram muito mal), que mulheres sempre mudam, elas não continuam sendo aquelas namoradas fofas, compreensivas, carinhosas (e que gostam muito de sexo), se tornam outras pessoas..

Enfim, a maioria dessas certezas eu tive que aprender pra superar as falsas boas certezas quebradas de antes. Que não existiam. Burrice. Pra que ter certezas quando nova? Porque criança tem que assistir a filme de princesa? Basta analisar o que as meninas assistiam (amor eterno) e o que os meninos assistiam (luta, corrida) quando criança. Eles não aprenderam a ser príncipes, então por que, POR QUE, POOOR QUEEEE nos ensinaram a esperar um príncipe? Continue reading


jul 30 2010

Porque a melhor parte de viver é sentir

Polyanna Almeida

Eu já ouvi que sou romântica demais, que nem sempre devemos nos entregar, que os garotos gostam é de jogar e ter a gente na mão. Sempre ouvi que o melhor relacionamento é aquele sem expectativas, quando você não espera receber nada em troca. Pensando desta forma, tudo o que vier é lucro (e já escrevi sobre isso _ numa tentativa raicional de achar o equilíbrio).

É.. a coisa sempre fica feia pro meu lado porque eu não dou a mínima para esses conselhos. Já parou pra pensar que essas regras foram criadas pra fazer a gente sentir cada vez menos? [não, Polyanna, as regras estão aí pra fazer a gente SOFRER menos] __ Ah, mas quem estabeleceu que os resultados da entrega, da expectativa vão ser sempre ruins? Viver assim é como ter um SUPER ANTI-SPAM na caixa de e-mail que não filtra nada, só te deixa sem mensagem nenhuma. Lê-se ‘te deixa vazio’. Continue reading


jun 27 2010

Eu aprendi que…

Polyanna Almeida

Se você tem algo a dizer, diga! Se tem algo que quer, lute. Não importa quão distante esteja, just do it. Se arrepender do que não fez é o pior fracasso. Isso que você considera sua ‘zona de conforto’, na verdade, é sua prisão. Prisão dos teus sonhos. Você não sabe se amanhã ela ainda vai estar lá, ou eles, teus amigos, teus próprios pais.. Ninguém sabe. Diga! Perdoe! Peça perdão! Só não fique na margem da chance de perder tudo sem ter feito nada, de deixar o trem passar.

Tem gente que não sai do lugar porque  sei lá, nem elas sabem! ‘ah, passou a data’, não deu, depois eu falo, hoje não é o melhor dia.. Se fosse pra acontecer teria acontecido sozinho, ele que tinha que vir falar primeiro.. Ah, pra esse tipo eu nem tenho o que dizer, é típico de quem precisa sofrer uma perda pra aprender a lutar. A não deixar passar, a valorizar, a correr atrás. Então deixa que a vida vai se encarregar..

E pra quem tem medo de quebrar a cara porque já se decepcionou. É uma droga.. Mas a vida é feita disso. Se não existissem os momentos baixos, você não iria valorizar os altos. Se aquele idiota-cafa não tivesse te dado uma rasteira, você não ia valorizar quem é sincero com você, não existiriam os dois lados. Você aprenderá em cada tombo a reconhecer o inverso do que te fez mal. Seu olhar será diferente, você vai adquirir experiência e reconhecerá de longe os verdadeiros amigos, os verdadeiros companheiros, as oportunidades que realmente valem a pena. O que realmente vale abrir mão dos seus proprios desejos pra se manter por perto. Pense, raciocine: quanto mais cedo começarem os tombos, mais cedo você terá chance de aprender tudo o que precisa pra valorizar ‘o certo’.

Eu queria saber tudo o que eu (acho que) sei quando eu tinha 15 anos. Teria valorizado. Depois foi tarde. Eu não vou mais deixar passar. A vida deu zilhões de voltas. Eu sei que terei novas chances. Que bom que eu já tenho novos olhos. Pô, eu ainda tenho que aprender muita coisa. Muita! Mas só o que uma mulher tem que aprender.. Graças aos tombos eu deixei de ser uma garota.


jun 8 2010

Romeu e Julieta

Polyanna Almeida

Aí, eu amo Shakespeare. Sério. Adoro Romeu e Juleta e blá blá blá. Mas essa história é a coisa mais absurda de todos os tempos. A última coisa que os dois tinham um pelo outro era amor. Eles estavam era cheios de tesão, paixão, fogo e só. Será que dá pra amar alguém que você não conhece? Olhar e amar? Tipo “amor à primeira vista”. Ah, qual é?! Existe sim a vontade à primeira vista. Quando dá aquela coisa no peito, na barriga (e talvez em outros lugares) que você não sabe o que é, mas que te consome e te dá vontade de ir até o fim, de descobrir qual o gosto que tem. Vontade. Desejo. Atração. Paixão. E a melhor de todas.. Afinidade. Mas amor?

Eu acho que não sou capaz de definir o amor, pra usar a definição como argumento do meu ponto de vista, de que Romeu e Julieta jamais poderiam se amar.. Posso tentar, mas será tão vazio. Definir algo que não se sente no momento.. Sei lá, difícil! Mas tentarei! Continue reading


mai 21 2010

The Only Exception

Polyanna Almeida

d-.-b The Only Exception by Paramore

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Nunca é assim: Céu super estrelado e noite quente, sol morno em tons corais; nuvens fofas ou um céu azul. Mar batendo, vento fraco, praia vazia, cavalo branco.. Lua cheia, reflexo no mar. Flores do campo, a clareira do Edward, a cama com dorsel de Julieta, o salão de dança da Rory e do Dean, a barraca na praia da Melissa e do Ryan. Na verdade não tem borboletas, velas coloridas, sinos. Não tem música tocando do nada, ninguém levanta um pé, não tem botão de rosa, não tem estrela cadente, o paletó dele, o beijo na chuva de cabeça pra baixo, o beijo na frente do lago, a falta de ar, o coração descontrolado.. Continue reading


mai 5 2010

Prefiro continuar distante

Polyanna Almeida

editado 05/05 19:13h

d-.-b Resposta by Skank

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1. Bem mais que o tempo que nós perdemos
2. ficou pra trás também o que nos juntou
3. Ainda lembro que eu estava lendo
4. só pra saber o que você achou
5. dos versos que eu fiz e que ainda espero resposta..

6. Desfaz o vento que há por dentro
7. nesse lugar que ninguém mais pisou…
8. Você está vendo o que está acontecendo
9. nesse caderno sei que ainda estão…
10. Os versos seus tão meus que peço,
11. os versos meus tão seus…
12. que esperem que os aceite.

13. Em paz eu digo que eu sou o antigo
14. do que vai adiante
15. Sem mais, eu fico onde estou
16. Prefiro continuar distante.


abr 30 2010

O pequeno príncipe – Cap XXI

Polyanna Almeida

Pequeno Príncipe

E foi então que apareceu a raposa:

- Boa dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho, que se voltou, mas não viu nada.
- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira…
- Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita…
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste…
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. não me cativaram ainda.
- Ah! desculpa, disse o principezinho.

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abr 28 2010

"Concordo"

Polyanna Almeida

“Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa, o risco de se decepcionar é grande. As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas, assim como não estamos aqui, para satisfazer as delas. Temos que nos bastar… Nos bastar sempre e quando procuramos estar com alguém, temos que nos conscientizar de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém. As pessoas não se precisam,elas se completam… Não por serem metades, mas por serem inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida. Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com a outra pessoa, você precisa em primeiro lugar, não precisar dela. Você aprende a gostar de você, a cuidar de você, e principalmente a gostar de quem gosta de você. Percebe, também, que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama) e, que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou a mulher desua vida. O segredo é não cuidar das borboletas e sim cuidar do jardim para que elas venham até você. No final das contas, você vai achar nãoquem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!”

Mário Quintana

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abr 3 2010

E se…

Polyanna Almeida

d-.-b Caught by The River by Doves

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Estes dias eu pensei MUITO no maldito “e se…”. Tudo começa com a praga do Quase (leia o post anterior). Depois que você não consegue ir até o final, deixa todos os seus planos fracassados jogados no fundo do armário, tranca porta e vira as costas. Você nem se acha covarde… No fundo diz que “o universo conspirou contra”. E então lá se foi a Quase felicidade.

Eu, como uma romântica incurável, posso dizer que foi um Quase amor, um Quase relacionamento saudável, um Quase perdão, um Quase beijo na frente da porta do ônibus… Mas, obviamente, esse Quase serve para a Quase entrevista de emprego, o Quase amigo que você cativou, a Quase confiança que você depositou em alguém, o Quase concurso que você participou, só depende do seu grau de BURRICE! O céu é o limite. Desculpe, hoje estou bem curta e grossa, estou descomplicando tudo e indo direto ao ponto [Piada interna: lembrei do: “_o que vc quer?” “_você!” Oo] Ou seja… é sim, BURRICE ficar na droga do Quase. Antes de desistir, tente MUITO porque se você não tentar e acabar no Quase… Você vai entrar no “e se…” e é aí que começa a história.

Passou um tempo, você abriu a porta do armário e encontrou as possibilidades, as fotografias, os formulários, os cupons não preenchidos.. Pronto. Fantasma do “e se…”. _E se eu tivesse tentado? Eu passaria? Se eu tivesse dito, ele aceitaria? Se eu tivesse perdoado, a gente seria feliz? E se eu tivesse escrito, ligado, chamado, gritado, dito a verdade, ela iria embora? Ela estaria casada? Ele teria desistido? _ Está aí um problema que eu não tenho mais. Tenho orgulho ZERO. Meu problema é outro, eu quebro a cara bonito. Mas passa. Um mês, sei lá, até eu entender que não vai dar certo MESMO e desistir. Mas quem vive no “e se” sofre desse mal por quanto tempo? Um ano? Cinco anos? Às vezes a vida inteira. Continue reading


fev 22 2010

Como ver o mar

Polyanna Almeida

d-.-b Dust in the Wind by Kansas

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Eu sempre adorei parar para olhar o mar, sempre. Mas apenas pela sua beleza e pelo som que fazem as ondas que eu adoro. Só que de uns meses para cá, eu tinha outro motivo… Basicamente [e resumindo muito] porque eu vivi a lenda dessa música, Ana e o Mar. Então o mar me lembrava essa história e eu ficava lá, paradinha, já não tão preocupada com a beleza ou pelo som das ondas. Mas este não é o ponto principal. De tanto olhar o mar, ele me ensinou uma coisa… E é aí que a história começa:

Estas conclusões saíram de uma boa conversa: Às vezes somos adultos demais para entender a vida. Seria muito bom se pudéssemos ter novamente o nosso olhar de criança, que não complica, que é direto e sincero ao invés de calcular tudo, de envolver nossas manias, nosso passado nas conclusões. Ao invés de manipular, de ver maldade em tudo, de exagerar, de maximizar os problemas e minimizar as vitórias. Basicamente o nosso olhar adulto, que consegue piorar aquilo que já é, por si só, complicado: Viver. Continue reading