Superhuman
fevereiro 16th, 2010 | by Polyanna Almeida | No Comments »Este post não é pra ser entendido, são apenas os meus pensamentos flutuando… Enfim, apenas um blog post. Para ler sobre coisas entendíveis, pule pra o próximo. Ou
d-.-b Superhuman by Chris Brown feat. Keri Hilson
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A minha cura não é avassaladora. É simples, anda devagar e sem ser percebida. Se eu não a estivesse esperando talvez nem saberia que ela já está do meu lado.
Diferente da doença, que fazia o coração doer… A cura faz bem pra ele. Ela provoca uma leve alteração respiratória, rs, me deixa impaciente, meio nervosa… Mas é um nervoso gostoso do tipo frio na barriga. Não o nervoso tipo raiva consumidora e ódio mortal da vida de antes.
A doença me dava certeza, uma certeza boa até, mas que no final eu descobri que era absolutamente ilusória. A cura só me dá dúvidas, rs, mas por ser permitida, própria, ela não me dá o medo que a doença dava, o medo maníaco de que um dia tudo acabasse; dá, sim, medo de não ser, não chegar a acontecer, isto por um erro meu. Tenho medo de falar demais, de falar de menos, de me precipitar, de ficar parada e só esperar, tenho agora medo de mil coisas, rs, mas são medos gostosos, inocentes, que me remetem a adolescencia ^^. É bom mesmo sentir isso, apesar de ser totalmente diferente das certezas da doença, as quais eu jamais imaginei desejar que acabassem.
A cura sorri o tempo todo. Todo! É SÓ bom. Ela não me faz sofrer pra me lembrar que estou viva, ela me mostra isso de uma forma bem menos prática, mas sem dor. Acho até que esta forma é o próprio medo, que provoca adrenalina. Sério, é gostoso, no geral eu estou me divertindo com isso. Tá, no fundo eu sempre desejo que a parte do medo passe logo… E então quando acaba eu sinto falta… ^^ vai entender?
Posso dizer que a cura também provoca alguns efeitos idênticos aos da doença, como: falta de sono, falta de fome, isolamento, vontade de não fazer nada e só olhar o mar (ou o céu), impaciência, falta de concentração, irresponsabilidade, precipitação… ah, mas estes últimos são os meus mais marcantes defeitos, não teria como ser diferente…
Não acho justo comparar o que era sentir a doença com o que é a cura. Uma coisa é totalmente diferente da outra. Mas o óbvio não tem como eu negar: a doença foi arrebatadora e deixou marcas lindas (e infinitas), mas eu quero a cura, muito, muito! E eu vou fazer de tudo pra ela ser séculos melhor que a doença.
É… Ela já está aqui. E é “a parte boa dentro de mim”. Desejo tanto, tanto, não estragar nada, hhhaaiinn, que chatinho esse medo… Agora vou tentar apenas fechar os olhos para não correr o risco de pegar uma folha já toda rabiscada com milhares de expectativas [clica].





