It's time to say Goodbye
janeiro 28th, 2010 | by Polyanna Almeida | No Comments »d-.-b Photograph by Nickelback
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Ai que nostalgia! Passei a manhã inteira [eu acordei 12:30, então considero manhã entre 13:30 até 14h] lendo o tal diário achado. Não tem como não ficar nostálgico, cara. CAEL. CAEL é A palavra [tá, é uma sigla, mas deixa ser palavra pra mim?]. Eu posso dizer que comecei a viver quando fui estudar no CAEL. Era tudo tão perfeito lá, eu tinha amigas doentes, chorávamos no vestiário a toa, por nada. Lá que eu conheci a Taiane, que me deixou para ir morar no Japão. No pátio da frente que eu dei meu primeiro beijo [vergonha], todas as minhas colas eu inventei lá.
As aulas de ECA [esporte, cultura e arte] que me fizeram perder a timidez, me fizeram dançar Estúpido Cupido na frente da escola toda, cantar “Aonde quer que eu Vá”, apresentar o projeto P2P, aff “Happy Day” eu cantei nas olimpíadas junto com o filho do professor de matemática! Lembro que todas as minhas amigas queriam entrar para a banda do colégio assim que colocassem os pés no “primeiro ano”. Ninguém conseguiu. Nenhuma tinha vocação. O lance também era ficar com algum menino do segundo ano pra dizer que era mais velho >.<, acho que nenhuma conseguiu também, não que eu lembre. A gente era certinha demais.
Triste foi ver que cada uma foi fazer um técnico diferente. Eu em Processamento de Dados, Fabíola no Geral, Ana Luiza em Administração, Patrícia em Química [era isso mesmo?] Melissa e Juliana em Enfermagem. Como somos diferentes uma das outras, como é que a gente se agüentava? Eu sei que foi bom, até eu começar a ver que os garotos existiam ^^ mas aí começa outra história.
Na boa, eu tenho a sensação que “olhar pra trás” sempre vai ser bom pra mim, faz parte já do meu ser achar que antes era tudo bem melhor. Quando eu saí do CAEL, passei um ano querendo voltar, querendo estar em outro lugar. O CAP era um inferno. Lugar apertado, uma diretora tão gorda que mal passava no corredor, não existia nenhum incentivo à cultura, nenhum. Não tinha nem lugar pra se sentar no intervalo! Minhas notas foram lá no fundo do poço, rs, ficava para recuperação todos os trimestres!
Até que um dia eu resolvi acreditar mesmo que a felicidade não estava no CAEL, estava dentro de mim, e não importava o lugar, eu seria feliz onde eu quisesse. Era uma caixinha. Eu abri a caixinha e ow. Vivi momentos maravilhosos no CAP. Eu ainda odeio o CAP, mas os amigos que conquistei lá são um grande presente. Dessa vez eu tive oportunidade de aprender como os garotos são bons amigos! Sim, são muito melhores que as meninas, sempre. Depois do CAP passei a preferir os meninos como companhia. Eles são mais sinceros, mais divertidos e você não precisa se preocupar se eles estão olhando para o seu namorado. ^^
No último trimestre de 2004, meu grupo estava em silêncio. A gente não ria como antes… sentados numa mesa redonda a gente se olhava já com um ar de despedida. Como se a vida tivesse acabado ali para todo mundo. As meninas em silêncio enquanto os garotos maquinavam abrir um bordel de luxo no centro de campo grande. Alguém chorava [eu] do nada. Nunca teria imaginado que sentiria mais falta desses amigos do que os amigos da vida inteira no CAEL. Mas um dia tinha que acabar.
A Polyanna “semi-autista”, que sempre tinha que pagar um mico, fruto da imaginação coletiva, que fazia os gestos virarem palavras, distribuidora de cola… agora amava aquele lugar. Pena que eu decidi tão tarde ser feliz no CAP, e teria vivido muito mais! Agora acabou.
Depois do CAP, eu não imaginei existir amigos tão unidos. A gente sempre se surpreende com a vida, não adianta. Temos a mania de achar que os sentimentos atuais são o máximo, o cúmulo, mas não é assim. Não dá pra comparar um amor do passado com um amor do presente. Não dá pra dizer que você nunca mais será tão feliz quanto hoje, isso é uma escolha.





