jul 30 2010

Porque a melhor parte de viver é sentir

Polyanna Almeida

Eu já ouvi que sou romântica demais, que nem sempre devemos nos entregar, que os garotos gostam é de jogar e ter a gente na mão. Sempre ouvi que o melhor relacionamento é aquele sem expectativas, quando você não espera receber nada em troca. Pensando desta forma, tudo o que vier é lucro (e já escrevi sobre isso _ numa tentativa raicional de achar o equilíbrio).

É.. a coisa sempre fica feia pro meu lado porque eu não dou a mínima para esses conselhos. Já parou pra pensar que essas regras foram criadas pra fazer a gente sentir cada vez menos? [não, Polyanna, as regras estão aí pra fazer a gente SOFRER menos] __ Ah, mas quem estabeleceu que os resultados da entrega, da expectativa vão ser sempre ruins? Viver assim é como ter um SUPER ANTI-SPAM na caixa de e-mail que não filtra nada, só te deixa sem mensagem nenhuma. Lê-se ‘te deixa vazio’. Continue reading


jun 27 2010

Eu aprendi que…

Polyanna Almeida

Se você tem algo a dizer, diga! Se tem algo que quer, lute. Não importa quão distante esteja, just do it. Se arrepender do que não fez é o pior fracasso. Isso que você considera sua ‘zona de conforto’, na verdade, é sua prisão. Prisão dos teus sonhos. Você não sabe se amanhã ela ainda vai estar lá, ou eles, teus amigos, teus próprios pais.. Ninguém sabe. Diga! Perdoe! Peça perdão! Só não fique na margem da chance de perder tudo sem ter feito nada, de deixar o trem passar.

Tem gente que não sai do lugar porque  sei lá, nem elas sabem! ‘ah, passou a data’, não deu, depois eu falo, hoje não é o melhor dia.. Se fosse pra acontecer teria acontecido sozinho, ele que tinha que vir falar primeiro.. Ah, pra esse tipo eu nem tenho o que dizer, é típico de quem precisa sofrer uma perda pra aprender a lutar. A não deixar passar, a valorizar, a correr atrás. Então deixa que a vida vai se encarregar..

E pra quem tem medo de quebrar a cara porque já se decepcionou. É uma droga.. Mas a vida é feita disso. Se não existissem os momentos baixos, você não iria valorizar os altos. Se aquele idiota-cafa não tivesse te dado uma rasteira, você não ia valorizar quem é sincero com você, não existiriam os dois lados. Você aprenderá em cada tombo a reconhecer o inverso do que te fez mal. Seu olhar será diferente, você vai adquirir experiência e reconhecerá de longe os verdadeiros amigos, os verdadeiros companheiros, as oportunidades que realmente valem a pena. O que realmente vale abrir mão dos seus proprios desejos pra se manter por perto. Pense, raciocine: quanto mais cedo começarem os tombos, mais cedo você terá chance de aprender tudo o que precisa pra valorizar ‘o certo’.

Eu queria saber tudo o que eu (acho que) sei quando eu tinha 15 anos. Teria valorizado. Depois foi tarde. Eu não vou mais deixar passar. A vida deu zilhões de voltas. Eu sei que terei novas chances. Que bom que eu já tenho novos olhos. Pô, eu ainda tenho que aprender muita coisa. Muita! Mas só o que uma mulher tem que aprender.. Graças aos tombos eu deixei de ser uma garota.


jun 8 2010

Romeu e Julieta

Polyanna Almeida

Aí, eu amo Shakespeare. Sério. Adoro Romeu e Juleta e blá blá blá. Mas essa história é a coisa mais absurda de todos os tempos. A última coisa que os dois tinham um pelo outro era amor. Eles estavam era cheios de tesão, paixão, fogo e só. Será que dá pra amar alguém que você não conhece? Olhar e amar? Tipo “amor à primeira vista”. Ah, qual é?! Existe sim a vontade à primeira vista. Quando dá aquela coisa no peito, na barriga (e talvez em outros lugares) que você não sabe o que é, mas que te consome e te dá vontade de ir até o fim, de descobrir qual o gosto que tem. Vontade. Desejo. Atração. Paixão. E a melhor de todas.. Afinidade. Mas amor?

Eu acho que não sou capaz de definir o amor, pra usar a definição como argumento do meu ponto de vista, de que Romeu e Julieta jamais poderiam se amar.. Posso tentar, mas será tão vazio. Definir algo que não se sente no momento.. Sei lá, difícil! Mas tentarei! Continue reading


mai 28 2010

O Gráfico do Amor

Polyanna Almeida

d-.-b Hey There Delilah by Plain White T’s
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Um dia conversando com um amigo sobre relacionamentos, felicidade.. sobre como é que duas pessoas que se gostam podem fazer tudo tão errado, ao invés de seguir um único cominho.. Como as mulheres costumam complicar demais, como os homens tendem a ser tão frios, pouco compreensivos.. É.. essas coisas do dia-a-dia; coisas que, obviamente, eu vou usar de forma bem genérica neste texto, mas tenho certeza que irá servir para a maioria.

Posso considerar até que este texto, por mais que seja eu aqui escrevendo, será composto pelos nossos pensamentos em conjunto, meu e dele. Vamos dar um nome para o amigo? Daniel Izidro.

Dizem que as mulheres gostam dos homens que as fazem sofrer, será verdade? Eu não concordo, tenho minha própria teoria, mas pela maioria (e pelo Daniel): Sim, elas gostam. Aquele garoto tão gentil, tão disposto a servi-la.. Não.. ele não chama atenção dela. Mas aquele que nunca olha, que não dá a mínima, sim, este é o que ela quer. Vamos ver como isso fica no Gráfico do Amor?

Ele é o sonho de consumo dela

Ele é o sonho de consumo dela

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mai 27 2010

Protegido: [conversa]

Polyanna Almeida

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mai 21 2010

[continuação]

Polyanna Almeida

d-.-b The Only Exception by Paramore
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Toda vez que eu olhar nos seus olhos e sorrir.. saiba que eu estou vendo um lindo pôr-do-sol no mar. Se, por acaso, eu te beijar muito, muito lentamente.. é porque eu estou ouvindo uma melodia suave que não sei de onde vem, mas é doce.. e tão gostosa.. sério, que eu me confundo, me perco.. é doido, mas acontece quando eu te beijo. E quando eu parar de brincar, responder ou falar direito.. é porque está chegando a hora de você se despedir. E se eu ficar distante, é por que preciso ouvir que você tem saudade. Não precisa ser trágico, mágico, incomum, inusitado, incomparável, arrebatador, nem literalmente especial. É especial pra mim, ponto. Quero nutrir e valorizar isso, quero que me baste.


mai 21 2010

The Only Exception

Polyanna Almeida

d-.-b The Only Exception by Paramore
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Nunca é assim: Céu super estrelado e noite quente, sol morno em tons corais; nuvens fofas ou um céu azul. Mar batendo, vento fraco, praia vazia, cavalo branco.. Lua cheia, reflexo no mar. Flores do campo, a clareira do Edward, a cama com dorsel de Julieta, o salão de dança da Rory e do Dean, a barraca na praia da Melissa e do Ryan. Na verdade não tem borboletas, velas coloridas, sinos. Não tem música tocando do nada, ninguém levanta um pé, não tem botão de rosa, não tem estrela cadente, o paletó dele, o beijo na chuva de cabeça pra baixo, o beijo na frente do lago, a falta de ar, o coração descontrolado.. Continue reading


mai 10 2010

Protegido: Eu não sei como fazer isso

Polyanna Almeida

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mai 5 2010

Prefiro continuar distante

Polyanna Almeida

editado 05/05 19:13h

d-.-b Resposta by Skank
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1. Bem mais que o tempo que nós perdemos
2. ficou pra trás também o que nos juntou
3. Ainda lembro que eu estava lendo
4. só pra saber o que você achou
5. dos versos que eu fiz e que ainda espero resposta..

6. Desfaz o vento que há por dentro
7. nesse lugar que ninguém mais pisou…
8. Você está vendo o que está acontecendo
9. nesse caderno sei que ainda estão…
10. Os versos seus tão meus que peço,
11. os versos meus tão seus…
12. que esperem que os aceite.

13. Em paz eu digo que eu sou o antigo
14. do que vai adiante
15. Sem mais, eu fico onde estou
16. Prefiro continuar distante.


mai 5 2010

Consideração

Polyanna Almeida

d-.-b Comptine d’été n°17 by Yann Tiersen

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Minha definição de consideração:

Não existe uma pessoa no universo que eu queira que seja mais feliz do que você.


abr 30 2010

O pequeno príncipe – Cap XXI

Polyanna Almeida

Pequeno Príncipe

E foi então que apareceu a raposa:

- Boa dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho, que se voltou, mas não viu nada.
- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira…
- Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita…
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste…
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. não me cativaram ainda.
- Ah! desculpa, disse o principezinho.

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abr 28 2010

"Concordo"

Polyanna Almeida

“Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa, o risco de se decepcionar é grande. As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas, assim como não estamos aqui, para satisfazer as delas. Temos que nos bastar… Nos bastar sempre e quando procuramos estar com alguém, temos que nos conscientizar de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém. As pessoas não se precisam,elas se completam… Não por serem metades, mas por serem inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida. Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com a outra pessoa, você precisa em primeiro lugar, não precisar dela. Você aprende a gostar de você, a cuidar de você, e principalmente a gostar de quem gosta de você. Percebe, também, que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama) e, que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou a mulher desua vida. O segredo é não cuidar das borboletas e sim cuidar do jardim para que elas venham até você. No final das contas, você vai achar nãoquem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!”

Mário Quintana

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abr 27 2010

Protegido: A lista dos 18 itens

Polyanna Almeida

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abr 21 2010

O que quer dizer Feliz Aniversário?

Polyanna Almeida

d-.-b Hide and Seek by Imogen Heap

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São 23h15min. Eu me pergunto, o que quer dizer “Feliz Aniversário”? Daqui a pouco eu vou ter alguns scraps pra ler… os meus amigos as pessoas que eu conheço vão me desejar “Feliz Aniversário”, no Twitter, Orkut, MSN. Por e-mail. Não, não por e-mail, talvez não cheguem a tanto. Será que quer dizer que, nas próximas 24 horas, durante o TAL DIA especial, eles desejam que eu seja feliz?

“Feliz Aniversário! Felicidades! Tudo de Bom, que todos os seus sonhos se realizem.” Continue reading


abr 19 2010

Para aquilo que vale a pena

Polyanna Almeida

d-.-b What’s Going On by 4 Non Blonders

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“Para aquilo que vale a pena: Nunca é tarde demais, ou, no meu caso, cedo demais, para ser quem você quer ser. Não há limite de tempo, vai parar quando você quiser. Você pode mudar ou ficar na mesma, não há regras para isso. Nós podemos fazer o melhor ou o pior. Espero que você faça o melhor possível. E eu espero que você veja coisas que te assustem. Eu espero que você sinta coisas que nunca senti antes. Espero que conheça pessoas com um ponto de vista diferente do seu. Eu espero que você viva uma vida que sinta orgulho. E se você achar que não está satisfeito, eu espero que você tenha forças para começar tudo de novo.”

Benjamin Button (The Curious Case of Benjamin Button) 2008


abr 11 2010

Carrossel

Polyanna Almeida

Este post é, de longe, a coisa mais esquisita que eu já escrevi em toda a minha vida. Oo Para ler você precisa ter imaginação, precisa gostar de ler com música, precisa ser doente, sei lá. Se você se acha normal, não leia. Caso contrário. Continue reading


abr 10 2010

Protegido: Parece que o bolo queimou

Polyanna Almeida

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abr 4 2010

É lindo quando simplesmente acontece

Polyanna Almeida

d-.-b River Flows in You by Yiruma

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Quando eu olhei pra frente e não vi nada além do tudo que era você. Quando você me escolheu, sem querer, pra fazer todas as perguntas. Quando eu te escolhi pra dar as respostas. Quando, sem sentido, eu não sabia mais porque tanta vontade. Porque tanta saudade.

Quando é sem motivo, sem preocupação, sem nada, que acontece tudo. Quando é sem intenção, quando é só por fazer…

Então te vejo e não consigo olhar pra nada além. É lindo quando simplesmente acontece.


abr 3 2010

E se…

Polyanna Almeida

d-.-b Caught by The River by Doves

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Estes dias eu pensei MUITO no maldito “e se…”. Tudo começa com a praga do Quase (leia o post anterior). Depois que você não consegue ir até o final, deixa todos os seus planos fracassados jogados no fundo do armário, tranca porta e vira as costas. Você nem se acha covarde… No fundo diz que “o universo conspirou contra”. E então lá se foi a Quase felicidade.

Eu, como uma romântica incurável, posso dizer que foi um Quase amor, um Quase relacionamento saudável, um Quase perdão, um Quase beijo na frente da porta do ônibus… Mas, obviamente, esse Quase serve para a Quase entrevista de emprego, o Quase amigo que você cativou, a Quase confiança que você depositou em alguém, o Quase concurso que você participou, só depende do seu grau de BURRICE! O céu é o limite. Desculpe, hoje estou bem curta e grossa, estou descomplicando tudo e indo direto ao ponto [Piada interna: lembrei do: “_o que vc quer?” “_você!” Oo] Ou seja… é sim, BURRICE ficar na droga do Quase. Antes de desistir, tente MUITO porque se você não tentar e acabar no Quase… Você vai entrar no “e se…” e é aí que começa a história.

Passou um tempo, você abriu a porta do armário e encontrou as possibilidades, as fotografias, os formulários, os cupons não preenchidos.. Pronto. Fantasma do “e se…”. _E se eu tivesse tentado? Eu passaria? Se eu tivesse dito, ele aceitaria? Se eu tivesse perdoado, a gente seria feliz? E se eu tivesse escrito, ligado, chamado, gritado, dito a verdade, ela iria embora? Ela estaria casada? Ele teria desistido? _ Está aí um problema que eu não tenho mais. Tenho orgulho ZERO. Meu problema é outro, eu quebro a cara bonito. Mas passa. Um mês, sei lá, até eu entender que não vai dar certo MESMO e desistir. Mas quem vive no “e se” sofre desse mal por quanto tempo? Um ano? Cinco anos? Às vezes a vida inteira. Continue reading


abr 2 2010

Quase

Polyanna Almeida

“Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase.”

d-.-b Bella’s Lullaby by Carder Burwell

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Eu ia gastar um tempinho escrevendo sobre o tal do “quase”. Isto que é, de longe, a minha maior angústia. Mas lembrei do texto “Quase” de Luis Fernando Veríssimo (ou de Sarah Westphal, que seja!). Com certeza absoluta é mais interessante ler isto de um deles do que ler de mim. Ô. Então.. Boa leitura!

Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase.

É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.

Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou.

Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.

Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos “Bom dia”, quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz. Continue reading